MPMG e entidades do terceiro setor fazem conferĂȘncia sobre governança participativa e redução de desigualdades de gĂȘnero
- Redação Mulheres 3S
- 23 de abr.
- 2 min de leitura
O MinistĂ©rio PĂșblico de Minas Gerais (MPMG) sediou, nesta quarta-feira, 8 de abril, a ConferĂȘncia Livre ODS MG, com o tema "Governança Participativa para a Redução das Desigualdades". O evento, ocorrido em Belo Horizonte, integra a 1ÂȘ ConferĂȘncia Nacional ODS, sendo a primeira iniciativa no Brasil com foco exclusivo nos Objetivos do Desenvolvimento SustentĂĄvel (ODS) da Agenda 2030.

A organização da etapa mineira coube ao Movimento Mulheres 3S, em correalização com o MPMG, por meio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Velamento de FundaçÔes e às Alianças Intersetoriais (Caots), e ao Movimento Nacional ODS MG. A iniciativa contou ainda com a parceria da Conectidea, Emc2 Cidades Inteligentes e Fundação Dom Cabral.
O encontro reuniu integrantes da sociedade civil, movimentos sociais, universidades e o poder pĂșblico para transformar desafios locais em propostas nacionais. Durante as atividades, foram debatidos temas como inclusĂŁo social, combate Ă s desigualdades e o direito de participação em decisĂ”es pĂșblicas. O evento destacou a centralidade do ODS 5 (igualdade de gĂȘnero), do ODS 16 (paz, justiça e instituiçÔes fortes) e do ODS 17 (parcerias e meios de implementação).
Os ODSs são metas globais para erradicar a pobreza e proteger o meio ambiente, integrando a Agenda 2030, um plano de ação mundial para o desenvolvimento sustentåvel.

Segundo Nanda Soffiette, coidealizadora do Movimento Mulheres 3S (organização voltada para o fortalecimento do protagonismo feminino em entidades de impacto social), a conferĂȘncia busca escutar as pessoas que jĂĄ realizam açÔes de relevĂąncia socioambiental nos territĂłrios. Ela ressaltou que o Brasil ainda enfrenta desafios no cumprimento das metas de igualdade de gĂȘnero, especialmente pela lacuna de anos anteriores, levando a um padrĂŁo de retrocesso.
"Estamos convocando as pessoas para se unirem, porque as organizaçÔes da sociedade civil sĂŁo realizadoras e o poder pĂșblico, com polĂticas pĂșblicas, tem papel essencial", afirmou.
Para a representante, a ação conjunta serve para mitigar os retrocessos e avançar rumo ao modelo regenerativo, que é a necessidade atual do planeta.
O coordenador do Caots, promotor de Justiça Francisco Ăngelo Silva Assis destacou que o encontro contribui para a definição de polĂticas pĂșblicas permanentes e sĂłlidas que representem as necessidades do terceiro setor.
"Ainda nĂŁo estamos maduros para nos desprendermos de temas como o preconceito de gĂȘnero. Ă muito importante construir uma narrativa de igualdade", pontuou.
O promotor também enfatizou a importùncia de que as propostas de Minas Gerais sejam incorporadas pelo Programa das NaçÔes Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no cenårio nacional.










